quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Espécie de carvalho rasteiro e carvalhiça e planta labiada; BH, 01801202000; Publicado: BH, 040802013.

Espécie de carvalho rasteiro e carvalhiça e planta labiada 
Aquática, carvalhinha: só para começar, ou terminar a 
Busca de catão, de um homem austero e que aparenta
Austeridade e virtude, criticador de costumes; o que temos
Hoje é catanduva, mato rasteiro e espinhento, que nasce 
Em terreno impróprio para cultura; topônimo paulista que 
Exemplifica muito bem, gosto sempre de criticar a mim
Mesmo, tomar-me por referência e fazer sempre análise 
Dos meus atos e comportamentos; sei cortar a própria 
Casaca e falar mal do próximo, só depois de ter falado, 
Muito mal de mim mesmo; não sei meter a catanã em 
Ninguém, a língua humana não diz nada de novo, e nem 
Diz o que seria capaz de surpreender a humanidade; 
Jamais usaria espada japonesa para cometer harakiri, 
Estou mais é para rir, para catalonha, nome de uma 
Verdura comestível, adaptado do italiano catalogna e 
Tanto quanto o designativo do verso grego, ou latino 
Que termina por um pé incompleto, cataléctico, é assim 
Que sinto-me, por não ler, não escrever, por não existir, 
Pelo lado do povo catalânico e por costumes catalães e 
Tanto pelo cataguasense, natural da Cataguases, Minas 
Gerais, ou mesmo o cataguá, aborígene da tribo dos índios 
Coroados da região central do Brasil e ao não ser na 
Densidade opaca e gélida da treva e não existo em 
Qualquer outro substantivo, ou adjetivo, ou palavra, ou letra; 
E para escrever só por cataforese, deslocamento de 
Partículas, que se acham em suspensão, sob a ação de um 
Campo elétrico; e para sonhar só por catáfora, sonolência 
Mórbida, sem febre e sem delírio e com pesadelo acentuado; 
E para falar só por catafasia, distúrbio de linguagem em que  
O paciente expressa constante, ou repetidamente a mesma
Palavra, ou frase; e a catadupejar mais, só se descer mais
Do que o catádromo, o peixe que desce dos rios para o mar;
E preciso de algo que cata, tipo máquina de beneficiamento
De café, na qual se separam os diversos tipos; preciso
De um catador, para saber se há em mim, algum tipo
De qualidade aproveitável; catadióptrico relativo à 
Catadióptrica e da parte da ótica que se ocupa da 
Reflexão da luz, mas a luz não existe em mim e ão está em 
Mim: a luz não nasceu para mim; a catadeira, a mulher que 
Cata o café e a máquina que separa os grãos pelo tamanho, 
Têm mais utilidades do que eu, que sou mais fútil e mais inútil 
Do que o catacústico do eco e do estudo da reflexão do som na
Catacústica do barulho cataclísmico sísmico; do balanço negativo
De nutrição do órfão angolano, com a desassimilação no Catabolismo, cujo casuloso anabolismos não geram a bela Borboleta; o botão casuístico, a pétala da casuística, o polem Casuísta, do sistema de parte da teologia moral que trata dos
Casos de consciência e número dos carreados para comprovar
Uma tese de castrolomancia de adivinhar pela arte, por meio de 
Garrafa, ou redoma cheia de água e também pertencente a Acampamento militar, ou o natural de Castro, no Paraná, o 
Castrense para castramentar, acampar na beira da estrada; 
Fortificar no meio do caminho, assentar acampamentos, fazer Castrametação, profissão de castrador, o capador; o tecido de 
Lã, macio e lustoso da lâmina castorina e da substância 
Aromática do sangue e do castóreo medicinal, segredada das Glândulas seccionadas, carnes dilaceradas do ventre do castor; 
Da planta parecida ao castinheiro, ao castinceiro bravo; a pedra Calcária, de uso em siderurgia, castina castigável, que pode e 
Deve e merece o castigo, para castificar, purificar, tornar casto o Castigado, o punido em nome do pum da justiça; o que sofreu Castigo, por não castigar, que foi molestado por não molestar, Maltratado por não maltratar, corrigido por não corrigir e apurado 
Por não apurar o casticismo, o castiço da vernaculidade, o Aperfeiçoar o vernáculo; e cruzar animais de várias raças castiças,  O casteleiro, o castelo medieval, o senhor sombrio, o dono da Castelaria, da jurisdição castelã, da mulher que reside na torre e 
É dona da castanita, da pedra de cor e de forma parecidas às  
Das castanhas; e para castanholar, fazer soar e tocar de modo
Das castanholas da Cassiopeia das belas espanholas.





terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Vivo carecido e falto e necessitado neste mundo careiro; BH, 01501202000; Publicado: BH, 050802013.

Vivo carecido e falto e necessitado neste mundo careiro, 
Que vende caro a felicidade e não encontro minha carena, 
A quilha singradeira; minha querena, da parte do navio 
Que fica mergulhada na água e calado, sem direção, 
Vou de encontro ao iceberg, que rompe minha pétala 
Inferior e das flores papilionáceas, que fazem-me 
Carenar, tombar igual embarcação para um lado, sob
A ação do vento; e que de roldão, leva a carepa, a capa 
Miúda, a espoliação cutânea, lanugem de alguns frutos e
A superfície de madeira cortada com enxó, com cabelo 
Carepento, caspento, o cabelo careposo, que causa 
Esgar, trejeito do rosto, abrupta ansiedade, súbita 
Angústia, repentina dor e inopinada razão; o grande 
Calor atmosférico, não se transfere para dentro de 
Mim e a auréola da minha canícula é só a treva fria; 
E não sou professor em viver, o que ensina amar e 
Nem da centenar arte da felicidade, é pouca a 
Abundância de amor em meu ser e é de qualidade 
De escasso o respeito que trago dentro de mim e a 
Minha paz é sinônimo de escassez; e quero fluir 
Numa evasiva, planejar uma fuga e evadir-me da 
Falta de glamour e impedir a evasão do meu encanto 
Pessoal, buscar o meu magnetismo e charme e ser 
Raro, tanto quanto uma iguaria, uma comida fina, 
Delicada e apetitosa; minha juba extinguiu-se, a 
Crina virou corda de violino, a madeixa agora já deixa
Ver de longe o alto liso do crânio; aqueles cabelos 
Longos e soltos de menino, aquelas melenas 
Transformaram-se em calvície de obcecado, de 
Homem que tem a inteligência obscurecida; 
Contumaz no erro e teimoso; obstinado na ignorância
E solitário, tal qual o períneo: o espaço entre o ânus e 
Os órgãos sexuais; podeis pensar que falo por visagem,
Que uso de momice e gaifona, só que não sabeis
O quanto é a mim carestioso, demonstrar um certo
Comportamento, que não pode convir comigo; pago 
Um preço muito alto, uma carestia inflacionária, uma
Careza de custo de vida além do além, que causa-me
Carfologia, agitação contínua e automática das
Mãos e dos dedos, que parecem procurar apreender 
Pequenos objetos: é observada em mim como nos 
Doentes febris; mantenho-me carfológico por qualquer 
Coriácea, espécime das coriáeas, família de plantas 
Dicotiledôneas e cuja espécie mais comum é o 
Mamoeiro, que dá o leite coriáceo, que é cariado e 
Não serve, lançais fora; jogais ao fogo, à fogueira, ou
À fornalha, libertais a cariátide, a figura de mulher sobre 
A qual se assenta uma cornija, ou arquitrave; dais a 
Liberdade para o caraíba, livrais o cariba, preservais o 
Caribe, matais a fome com o caribé, o alimento preparado 
Com polpa de abacate; com o refresco feito e com o beiju 
De tapioca e mingau de farinha fina; não deixais ninguém 
Ficar com fome, aí fica tudo agradável, todo estômago 
Cheio é lisonjeiro, o ser fica caricioso, pois a fome retira
O ar cariciável de qualquer animal; e nessa hora usais até
O caril, o pó indiano de várias especiarias, para adubo da 
Comida; sirvais o molho também em que entra esse pó; e 
Alimentado e carimbado e marcado com carimbo, só seguir
O rumo carinado; até o cário, do grego karyon, o núcleo 
Celular, a noz a cariocariácea, espécime das Cariocariáceas, 
Família de plantas dicotiledôneas; e paralelo ao cariocariáceo 
A cariofilácea, que é o tipo o craveiro e neste carregamento
De letras, que forma tanta carregação de palavras e o todo
Do conjunto de coisas que em veículo comporta, pode até
Parecer carrasquento, tipo de terreno em que crescem 
Carrascos, carrascoso onde não se pode nem abrir uma 
Picada, uma vereda clara, um caminho para o carro, no 
Campo, um corredouro; e do vinho bom, dos deuses, 
Faz-se o carrascão, o vinho forte e taninoso; adulterado
E aguardentado para se tornar forte, na hora de enfrentar
O carnífice, o verdugo cruel, o carrasco sanguinário, 
Adepto da carniçaria, da carnificina, do açougue suspeito, 
Que gosta de preparar a carne para a venda em fundo de
Quintal; na infância fui carneirinho, tinha o apelido de
Carneirinho, hoje não sou carneiro, aquele que tem
Carneiros, ou que os guarda, mas, é como se os tivesse,
A carnosidade deles, a excrescência carnosa, com qualidade
Do que é carnoso, mete-me gosto, como sem caroazal, 
Um terreno onde se crescem caroás; caroatal de carobinha, 
As plantas medicinais da família das Bignoniáceas, de gênero
Jacarandá e Mémora e que causam a caroçama no meu 
Coração, os muitos caroços e os muitos tumores que são 
Segredos em meu peito caroçudo; identificação: composto
Orgânico pertencente ao grupo dos hidrocarbonetos não
Saturados, de fórmula geral C40H56, que constituem o
Pigmento amarelo da cenoura e da manteiga, caroteno,
Também conhecido pelo nome de provitamina A, porque
É precursor dessa vitamina: valei-me santa Carótide, me valei 
São Carotídeo, que as carótides remam mares navegados.

Corália; TO/SD; Publicado: BH, 050802013.

Corália
Venha ver o sol raiar
Venha ver a chuva chover
Vou te dar a madrugada
E vou enfeitar a tua moite
Não quero te ver chorar
Mas quero te ver sorrir
E te ouvir cantar
Corália
Nunca quero ouvir dos teus lábios
A palavra adeus
Adeus significa
Pena de morte para mim
A tua despedida é a minha sentença
A tua falta é a minha prisão
Quero de manhã 
Quando acordar
Sentir o cheiro do café forte
Que só tu sabes coar
E quero toda noite sentir
Esse amor gostoso
Que só tu sabes me dar
Essa boca sempre cheia de beijos
Que só tu podes me oferecer
Corália 
És o sabor da minha vida
O tempero para minh'alma
Quero-te e quero sentir-te
E quero lamber-te
Corália;
Quero sentir na língua
Esse gosto doce
Que tu tens na pele
Tu és saborosa
Corália
E teu amor é saboroso
Corália
Corália 
Quero te amar

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Imagem da vida; TO/SD; Publicado: BH, 060802013.

Na imagem da vida não vi nada,
Na reflexão da vida me perdi;
O eco do amor não escutei,
As cores da primavera já não vejo mais,
O calor do verão nem sei o que é;
O amor de uma mulher nunca senti
E fazer o bem não aprendi;
Aqui onde vivo só sinto cheiro de morte,
Só vejo guerras e prisões,
Assassinatos e assaltos;
Tudo de mal que uma pessoa pode pensar
E não é disso que quero ajuda;
Quero ver alguma coisa na imagem da vida,
Sentir alegria na minha reflexão;
E quado gritar amor,
Minha mulher vir a correr na minha direção,
Para abraçar-me;
Quero ver as cores da primavera,
Sentir na alma o calor do verão,
Sentir em tudo que sou,
O amor da minha mulher
E fazer o bem a todo mundo,
Sentir no lugar onde vivo,
O cheiro do amor
E ver paz e todo mundo livre
E ver tudo de bom, que um ser humano,
Pode pensar e querer.

Preocupação; TO/SD; Publicado: BH, 060802013.

Preocupo-me demais com o meu cabelo
E preocupo-me com os meus dentes;
Preocupo-me demais com minhas roupas
E preocupo-me com a minha higiene corporal;
Preocupo-me demais com o meu superficial
E esqueci do meu íntimo;
Minha mente já apodreceu,
Minh'alma já secou
E meu pensamento voou e não voltou mais;
Fiz de tudo para ter um corpo belo
E no entanto, minh'alma, minha mente,
Minha vida e meu amor são imundos, são podres;
Tenho um ser superficial,
Cheio de beleza,
Cheio de riqueza
E cheio de vigor
E no entanto meu ser interior,
É fraco, é pobre e é feio;
Não tem felicidade e nem tem vida,
Não tem amor e nem tem sentimento;
Preocupo-me demais comigo
E esqueço-me do meu amor,
Da minh'alma
E esqueci do meu íntimo.

Vingança; TO/SD; Publicado: BH, 060802013.

Pisei na alma dela,
Cuspi em seu pensamento;
Xinguei a sua imagem,
Apaguei o seu sorriso,
Assustei a sua voz
E apaguei a luz dos seus olhos;
Tomei a sua cor,
Bebi todo o seu sangue
E bebi também a água dos seus olhos;
Fiz tudo o que pude,
Mas nada do que fiz,
Pagou o que ela fez comigo;
Tomei a madrugada dela
E não deixei a noite ficar com ela;
Tirei a sua beleza superficial,
Por que a beleza interior, não tinha;
E ela merecia muito mais,
O que ela fez,
Ninguém faz;
Brincou com o meu amor,
Desprezou-me,
Gozou da minha cara;
Não sei nem definir,
O que ela fez comigo;
Acabou com o meu espírito,
Acabou com o meu ser;
Não encontro meios,
De me vingar;
Já fiz de tudo,
Mas ainda não estou satisfeito;
Pintei a alma dela de preto
E mandei que ela fosse para o espaço,
Viver sozinha, como queria. 

O apartamento; TO/SD; Publicado: BH, 060802013.

Tu sabes que,
Não gosto deste apartamento;
Aqui não ouço,
O barulho da chuva
E nem vejo o sol nascer;
Estou numa prisão
E se continuar a morar aqui,
Acabo por quebrar tudo aqui dentro;
Este apartamento me deixa louco,
Quero volta para a minha casa,
Lá no interior,
Onde tem quintal,
Para as crianças correrem;
Lá tem muito espaço,
Para gente viver e amar;
Lá não viveremos amontoados,
Igual aqui neste apartamento;
Se fosse por mim,
Colocaria fogo nele,
Arrasava com tudo aqui dentro;
Quero ver o sol de perto,
Ver e sentir a chuva,
A cair no telhado;
Vamos embora daqui,
Vamos de volta para lá,
Esta vida de apartamento, não dá.