quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Muxoxo de borocoxô esbodegado; BH, 0220402017.

Muxoxo de borocoxô esbodegado,
Tal um índio pajé sorumbático, ou
Um preto velho meditabundo acocorado;
Pudibundo em tudo e a labutar o
Labor da vida, para comer pão
Temperado com suor, ou que o
Diabo amassou e a beber pinga
A lamber os beiços estrelados e a olhar
A tarde com olhos esbugalhados e
Embaciados pelos gases do álcool;
Resmunga, choraminga escravo
Ralado, o capataz esfrega sal grosso
Nas feridas, a senzala é só um
Zumbido abafado pelo alarido dos
Cães da casa grande; a senzala virou
Favela, a favela aglomerado, bairro
Suburbano, jovens da periferia são aniquilados
E a violência é uma fatal rotina
Herdeira da miséria, vítima da
Pobreza e do racismo, preconceitos,
Prostituições e demais desgraças;
E vítima do capitalismo, quem é que não prega
Uma cruz nas costas do desprivilegiado?
Não aproveita do humilde e não
Abusa do fraco? e explorar o oprimido,
Todo mundo quer tirar uma casquinha
Do mendigo e das chagas do ferido;
Que murmurado sussurrado ciciado,
É uma lavadeira a bater roupa, é uma 
Passadeira a soprar as brasas do ferro de
Passar e engomar roupas, é a panela de feijão
No fogo do fogão à lenha, é o choro da lenha 
Ao ser queimada, é a frigideira a fritar 
A linguiça e a refogar a couve, é o frigir 
Da cebola para o tira gosto da cachaça.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Empacado aqui neste domingo nebuloso; BH, 0200502017.

Empacado aqui neste domingo nebuloso,
Com águas pluviais a misturarem-se com
Águas fluviais e águas lacrimais com
Águas de corizas nasais, todos os poros
Corporais choram e fluidos sensoriais, as
Dores existenciais; as flores morrem nos
Caules e acompanham os mortos dos
Velórios aos enterros e quem ontem
Desfrutava vida, hoje desfruta morte no
Desterro; estrangeiro estranho dos idos
Idos, passageiro do destino incongruente,
Faz o coração cruel a destilar fel e o 
Fígado opilado a destilar sangue venoso;
E o mundo é virtual, com tudo a iludir o
Astronauta descuidado, o argonauta
Que, perdeu a astúcia e a sagacidade; e 
De onda em onda, à deriva pela cidade
Formada de simulacros e de oásis 
Fictícios e de desertos reais e físicos,
Que cada um faz questão de preservar
No coração; e a pensar-se um titã, um 
Talos, um ciclone, um ciclope, um
Polifemo, um furacão, um tudo posso
Naquilo do meu poder e da minha 
Potência e justiça e da minha vontade; 
Um o universo sou eu e acabou-se 
Quem pensava diferente; e desfaz-se 
Em água a carne e em cinzas em cima 
Da mesa, os ossos de marfim do
Esqueleto da caveira de sorriso eterno.

Não via inspiração em lugar nenhum; BH, 0210602017.

Não via inspiração em lugar nenhum,
Daltônico, via tudo cinza, não conhecia 
O azul; olhava para o céu e era um 
Descaso, enxergava o horizonte e não 
Achava graça; e às vezes pensava que,
Sofria de cegueira branca e indiferente, 
Não reverenciava o vento nas falésias, 
As manifestações do universo; desprezava
Eclipses, alinhamentos de planetas, brilhos
De quasares, caudas de cometas cabeludas
E das coisas antigas, dizia que eram coisas 
Antigas e que não serviam para nada; era 
Uma tristeza sem fim, não cantava uma 
Canção, não recitava um verso, não 
Pisava descalço o chão, não amassava o 
Pão e vivia pelos cantos da casa de rosário
Nas mãos; tinha nojo de insetos, besouros,
Cigarras, borboletas, libélulas e louva-deuses,
Esperanças, gafanhotos, grilos, sapos; não 
Amava calangos, lagartixas, taruiras, joaninhas;
Rico em adjetivações negativas, menosprezava
A felicidade, a paz, o amor, a criança, a mulher
E gabava-se de ser assim; péssimo ator 
Coadjuvante, passava de personagem principal,
De protagonista indispensável, de personalidade
Com celebridade e paparazzi nenhum o 
Fotografava; pensava a fama acachapante, para
Ser um famigerado e não media o preço a pagar
E quanto mais ouro pagava, menos valia à uma
Análise de um olhar; glutão, beberrão, estômago
De hipopótamo, paquidérmico com quelônio,
Mistura de bicho preguiça; e nas vezes nas 
Quais pensava, só pensava que era o tal, o ás e 
Não passava de um especialista nas coisas 
Fúteis e inúteis e notórias e aleatórias de simplório. 

Oração à Santa Maria da Conceição Santos Medina; BH, 0160202017.

Santa Maria da Conceição Santos Medina, 
Nos mais dos teus cem anos que viveste,
Aqui entre nós, particularmente, não herdei
A tua pureza; a culpa não é tua, a culpa é 
Minha, pela incompetência, de absorver
As tuas coisas boas; e minha Santa Mãe,
Os poetas verdadeiros não gostam de 
Demonstrar amor e mesmo sem amor, por
Desprezar, todo amor que dedicaste a mim
E por ser um pseudo poeta, um falso bardo,
Quero dedicar-Te esta oração, minha Nossa
Senhora Santa Maria da Conceição Santos 
Medina, zelai por mim, é que mesmo sem 
Merecer, continuei por aqui, a desfrutar 
Desta vida que, a Senhora agarraste nela,
Com toda a Tua garra, coragem, fé, ousadia
E audácia; e a besta quadrada aqui, não 
Aprendeu nada dos teus ensinamentos, não
Deu ouvidos às tuas palavras e nem seguiu 
Os teus exemplos e os teus caminhos; 
Moderada em tudo, só tiveste excesso na
Arte de amar, de fazer o bem sem olhar a 
Quem, de servir, pois, dizias, quem não 
Vive para servir, não serve para viver; e 
Muito obrigado pela vida que me deste,
Pelos caminhos nos quais me colocaste e 
Que, teimoso, obtuso, ignaro, fiz questão
De desviar de todos, como um transviado
Incorrigível; nada fiz para honrar o Teu 
Santo Nome e só me surgiu esta ideia 
Profana, de elevar-Te esta oração, a 
Qual espero que aceites, com a maior
Das atenções disponíveis, amém e até logo.

FLORBELA ESPANCA: Os versos que te fiz.

Deixa dizer-te os lindos versos raros 
Que a minha boca tem pra te dizer! 
São talhados em mármore de Paros 
Cinzelados por mim pra te oferecer. 

Têm dolências de veludos caros, 
São como sedas brancas a arder... 
Deixa dizer-te os lindos versos raros 
Que foram feitos pra te endoidecer! 

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda... 
Que a boca da mulher é sempre linda 
Se dentro guarda um verso que não diz! 

Amo-te tanto! E nunca te beijei... 
E, nesse beijo, Amor, que eu te não dei 
Guardo os versos mais lindos que te fiz! 

domingo, 17 de setembro de 2017

VICTOR JARA, O ÚLTIMO POEMA: SOMOS CINCO MIL.

Somos cinco mil
nesta pequena parte da cidade.
Somos cinco mil.
Quantos seremos no total,
nas cidades e em todo o país?
Somente aqui, dez mil mãos que semeiam
e fazem andar as fábricas.
Quanta humanidade
com fome, frio, pânico, dor,
pressão moral, terror e loucura!
Seis de nós se perderam
no espaço das estrelas.
Um morto, um espancado como jamais imaginei
que se pudesse espancar um ser humano.
Os outros quatro quiseram livrar-se de todos os temores
um saltando no vazio,
outro batendo a cabeça contra o muro,
mas todos com o olhar fixo da morte.
Que espanto causa o rosto do fascismo!
Colocam em prática seus planos com precisão arteira,
sem que nada lhes importe.
O sangue, para eles, são medalhas.
A matança é ato de heroísmo.
É este o mundo que criaste, meu Deus?
Para isto os teus sete dias de assombro e trabalho?
Nestas quatro muralhas só existe um número
que não cresce,
que lentamente quererá mais morte.
Mas prontamente me golpeia a consciência
e vejo esta maré sem pulsar,
mas com o pulsar das máquinas
e os militares mostrando seu rosto de parteira,
cheio de doçura.
E o México, Cuba e o mundo?
Que gritem esta ignomínia!
Somos dez mil mãos a menos
que não produzem.
Quantos somos em toda a pátria?
O sangue do companheiro Presidente
golpeia mais forte que bombas e metralhas.
Assim golpeará nosso punho novamente.
Como me sai mal o canto
quando tenho que cantar o espanto!
Espanto como o que vivo
como o que morro, espanto.
De ver-me entre tantos e tantos
momentos do infinito
em que o silêncio e o grito
são as metas deste canto.
O que vejo nunca vi,
o que tenho sentido e o que sinto
fará brotar o momento...”
Somos cinco mil
En esta pequeña parte de la ciudad.


Somos cinco mil.
¿Cuántos seremos en total
en las ciudades y en todo el país?
Sólo aquí,
diez mil manos que siembran
y hacen andar las fábricas.
¡Cuánta humanidad,
con hambre, frío, pánico, dolor,
presión, terror y locura!
Seis de los nuestros se perdieron
en el espacio de las estrellas.
Un muerto, un golpeado como jamás creí
se podía golpear a un ser humano.
Los otros cuatros quisieron quitarse todos los temores,
uno saltando al vacío.
Otro, golpeándose la cabeza contra el muro.
Pero todos, con la mirada fija de la muerte.
¡Qué espanto causa el rostro del fascismo!
Llevan a cabo sus planes con precisión artera.
Sin importarles nada.
La sangre para ellos son medallas.
La matanza es acto de heroísmo.
¿Es este el mundo que creaste, Dios mío?
¿Para esto, tus siete días de asombro y de trabajo?
En estas cuatros murallas sólo existe un número,
que no progresa,
que lentamente querrá más muerte.
Pero de pronto me golpea la conciencia.
Y veo esta marea sin latido.
Pero con el pulso de las máquinas
y los militares mostrando su rostro de matrona.
Lleno de dulzura.
¿Y México, Cuba y el mundo?
¡Que griten esta ignominia!
Somos diez mil manos menos
que no producen.
¿Cuántos somos en toda la Patria?
La sangre del compañero Presidente
golpea más fuerte que las bombas y metrallas.
Así golpeará nuestro puño nuevamente.
¡Canto, qué mal me sales
cuando tengo que cantar espanto!
Espanto como el que vivo,
como el que muero, espanto,
de verme entre tantos y tantos.
Momentos del infinito
en que el silencio y el grito
son las metas de este canto.
Lo que veo, nunca vi
Lo que he sentido y lo que siento
hará brotar el momento.

sábado, 16 de setembro de 2017

Que emoção é superar o limite e a paixão e o desejp; BH, 0220240502001.Publicado: BH, 02101002013;

Que emoção é superar o limite e a paixão e o desejo;
Suspender uma encomenda do sentimento e desistir do
Medo de morrer e desencomendar a covardia com a fé;
Que sensacional, desencoivarar a mente e descoivarar como se
Fosse limpar um terreno e depois de limpo, olhar para ele com
Olhos de lince e separar os dedos que estavam enclavinhados; e
Destrançar as pálpebras e destravar o olhar, desenclavinhar
Para secularizar-se, como deixar dogmas de uma ordem religiosa
Para os lados; e abolir o claustro, e desenclaustrar, desvencilhar dos
Arreios, enxugar a cilha, desencharcar o charco e aproveitar
O terreno do peito, desencatarroar o nariz; e curar-se do catarro
E do engaste, do cartão ao desencastoar, pois ir à lua, ou
Ir ao sol e ao desmanchar todas as distâncias e desalojar
Do castelo os fantasmas medievais; o homem continuará
A ser homem ao desencastelar-se de uma ideia fixa e de
Uma mania mórbida de fazer alguma coisa; de dissuadir
Da cabeça os pensamentos e de desencasquetar do cérebro
E destruir o emprego do mau que estava encartado e o tal
Encarte descarrilar e desencartar o baralho que faz o jogo
De desencaminhar e de desencarreirar o rebanho que vê o caminho
Bonito, lustroso e quer alegrar descuidadamente e não
Observa o carrancudo; a carranca maldita da inveja
E ao lutar para desencarrancar o vício, ao debater-se para
Desencarquilhar do pecado, sente que já é bastante tarde
Para desenrugar; e triste demais para alisar e chora,
Perdeu a desencarnação, perdeu a oportunidade de desencarnar,
De passar para o mundo espiritual; de morrer na coragem,
Deixar a carne podre e a matéria morta e tem gente.
Que não é sábia e sabe muito bem depreciar o sábio; e
Tem gente, que não é inteligente, mas sabe muito bem
Aviltar também, desencarecer o alvejar; zomba do purificar e foge
Por detestar o embranquecer, essa gente não gosta do branqueamento,
Pensa que o único alvejamento válido é o da pele e a 
Única expurgação é a do pobre; essa gente é que precisa
De limpeza, precisa de desencardimento, ou morrerá
Sem libertar-se; morrerá sem soltar o ser e sem desencarcerar
A alma: alizar o cabelo, pode até ser bonito, mas não é 
O mais importante; desencrespar a carapinha é vaidade,
Desencarapinhar é moda e onde fica o natural? onde 
Fica o real? aprenda a desenredar os próprios mistérios e a 
Desencarapelar os caracóis dos anéis e a desencaracolar os da
Bomba H; e não revelar qual é o sem capote e desencapotar
A bola do canto e o canto da bola trazer ao convívio para
Desencantoar o que faz perder as ilusões; e desencanta o encantado
E a desilusão do desencantador, se afastar o empedramento,
Se rolarem as pedras e desempedernir os atalhos, valerá à pena?
Também desempedrar a sombra refletida no paredão da rocha
Do rochedo do precipício e usar a desempenadeira e 
O aparelho de desempenar e nivelar por cima no esparaval 
Rico desempenado é direito e forte e galhardo e destemido
E elegante, porém, é morto; o espírito é duro e desempenar
O rico ignorante, o empeno da alma dele é muito resistente,
Impossível endireitar; é muito aprumo e galhardia e
Elegância e agilidade, um desempeno de morto e a
Desistência da perrice e a teima, o desempeno do dinheiro
É de doer o coração, não suportar o desempenamento do
Cifrão; apodrece preso no falso valor do emplastro, no
Virtual desemplastrar e do crime que causa o desemplastro
Nas plumas e nas penas das aves, no desemplumar dos pássaros,
Mesmo que eu pareça lhano e tratável; modesto e limpo, higiênico
E desempoado: não entreis em contato comigo, contamino pelo
Espírito, intranquilizo pela alma; podeis limpar o pó
E podeis sacudir a poeira, ao pó todo mundo retornará,
Podeis desempoar, tornar afável, mas se não barrar os preconceitos
Não adianta desempoeirar; é preciso aplainar, igualar, desempolar,
As ampolas contêm veneno e o veneno mata se não fizerdes
Descer de posição tão elevada, se não desempoleirar, sem
Abater o ser e cair do poleiro; não vais, então, agilizar a
Desempolgadura; e desempolgar é esquecer, é largar o ânimo,
Desgarrar o mau e deixar cair, depor da posse e destituir e
É desempossar, andar para abater o orgulho e a vaidade; corrais
Para desemproar, perder e soltar o cabo do medo e ainda 
Desencabar a covardia, que quer desencabeçar o frágil,
Desencaminhar o fraco; e dencabrestar o animal, o burro, libertar
A mula, desenfrear a besta, soltar o equs animal,
Não arrependo deste tempo perdido; a era da desencadernação
É o futuro, a época do desencadernar chegará e ai do
Solto e descosturado e descosido e desconexo, ou que não está
Encadernado e está desencadernado, como um arrancar de
Capa de livro; e descosturar em sutura de pós-operatório e
Descorar a cicatriz da pele, desencadernar a entranha
Da medula e a mandíbula do maxilar: feliz ao
Perder o azar; ao ser feliz e ao ter sorte, desencaiporar de
Vez o mau agouro e desencaixar um corpo do outro,
O tubo do cone no desencaixe da junta na articulação;
No desencaixamento do músculo do osso e a desencaixadura
No nervo, na carnura e o desencaixilhar a paisagem, o
Caixilho da janela, o desenquadrar a porta e o desemoldurar
A natureza viva no desencaixotamento dos elementos; e o
Desencaixotar da caixa e do caixote, pois o que se
Espera ainda da escrita? e da filosofia? e da poesia?
O que se quer mais da literatura? e das letras? e das
Palavras? alguém poderá dizer-me o que se espera mais
Do pensamento humano? e do sentimento da raça
Humana? desde que a escrita é escrita e a
Primeira letra foi inventada e depois de descobertas
Todas as letras, foi criada a primeira palavra, tudo já
Foi dito, pensado e escrito; nada mais livrara-me
Desta desenlacração, este sentimento de livrar dos apuros de escrever
Alguma coisa que agrade e que traga prazer pelo menos a mim
Mesmo; nada mais irá desenlacrar-me e quitar essas dívidas
Literárias que assumi comigo mesmo; é pior do que dificuldade
Financeira, se eu conseguisse um desencalhe urgentemente
E se fosse alvo de desencalho e criasse e escrevesse e pensasse;
Mas, o quê? pegunto, nada mais existe para desencalhar
Nestes termos, nem o refrescar-me da calma, para moderar o
Ardor de querer mostrar prova e competência; e o tranquilizar e não
Desencalmar e repelir do meio do caminho o desencaminhamento e a
Perversão, a corrupção que entope o canal e o cano; e tudo que
Possa acelerar e desencanar a desencantação, o desencantamento
E a desilusão; e para desempedernir o coração, amolecer o homem,
Abrandar ânimo da fúria e enternecer a voz: amar, com todas as forças,
Fé e paixão; com todos os sentimentos, sentidos, formas e conjugações
E evitar empecer, deixa livrar a todos, sem exceção, pois ninguém
Merece privilégio maior do que o outro; nem prerrogativa acima
Do outro, quanto mais desvio da regra geral para beneficiar os
Que se pensam superiores e merecedores de atenção especial;
Só para desembaraçar a mente e desimpedir a lembrança,
Lembrai-vos, que pelo menos no papel, na teoria, todos
São iguais; para desempecer a si próprio, o melhor é
Que desempece os atos, desempeces as ações, para que todos
Desempeçam, também e que vós desempeçais mais ainda e
Todos conjuguemos ao mesmo tempo: desempeçamos os nossos
Elementos na natureza; desempeça os movimentos também,
Que do meu lado, desempeço aqui nestas palavras todos os meus 
Preconceitos e complexos e dogmas: o maior bem é desempeçar 
O bom do caminho do mau e o mau do caminho do bom.