sábado, 13 de janeiro de 2018

E 2018 será um ano perdido para nós; BH, 0130102018.

E 2018 será um ano perdido para nós,
Pobre povo trabalhador assalariado brasileiro;
Deixamos um governo trabalhista ser 
Covardemente derrubado e covardemente,
Deixamos ser implantado, inconstitucionalissimamente,
Um governo ladrão, golpista, neoliberal, o mais 
Radical do capitalismo selvagem e da blobalização
Predatória e pró USA, CIA, US ARMY, FBI; 
Voltamos à época da casa grande e senzala, 
Da colônia e regredimos ao medievalismo; 
E 2018 será um ano sem esperança, 
Com aumento da pobreza e da miséria,
O país de volta ao mapa da fome, expansão
De cadeias, presídios, penitenciárias, 
Fechamento de escolas, dizimações 
Indígenas e quilombolas e devastação da
Natureza; suportar uma desgraça dessa que o 
Inferno nos mandou, aceitar um governo
Cleptocrático, quadrilheiro, propineiro, 
Fará com que levemos séculos para uma 
Recuperação eficiente, se viermos a nos 
Recuperar no futuro, o que talvez não 
Aconteça-nos; nós mesmos jogamos o 
Nosso país na infelicidade, na tristeza, 
Depressão e ficaremos eternamente reféns
Da plutocracia, da burguesia, da elite, dos 
Rentistas e com a destruição do único lúder
Que tínhamos, ficaremos órfãos, zumbis,
Nômades ciganos; e adeus sonhos, 
Realizações, os pesadelos batem às nossas
Portas e as portas são fechadas nas nossas
Caras; triste fim de um povo que andava
Com as próprias pernas e agora virou uma 
Nação cega, apedeuta, onde está inserida uma 
Sociedade escrota, rastejante e invertebrada.  

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dá a mim dá a contração da preposição; BH, 04050302001.



Dá a mim dá a contração da preposição
De com o artigo a, qualquer nome, o dáblio da letra
W, a dação, o ato de dar, qualquer definição,
A entrega de uma coisa em pagamento de
Outra que se deveria: é a morte pelo pagamento
Da vida: a gente vive e por pagamento pelo
Que viveu, morre; é por isso que não devemos ser
Assim, possuídos por um ente daninho, que nos
Causa danos e nos faz um ser nocivo, mau,
Irascível, ruim, quase endiabrado; e toda 
Essa daninheza que carregamos, para nos livrarmos
Dela, é difícil, quase impossível; só faz nos
Daninhar, danificar cada vez mais o nosso ser,
Prejudicar nosso interior, apodrecer como um 
Efeito dominador, que causa danos ao nosso
Coração e aumenta o efeito danificador da nossa
Alma; o resultado danífico do nosso espírito, basta
De estragar o nosso valor, basta de deteriorar
O que há de bom em nós; chega de tanta
Danificação, de dandismo danês, de janotismo
Dinamarquês, de modos de dandi, pretensão à
Elegância, que nós não temos nenhuma quando
Estamos vestidos de homem que se traja com muito
Apuro janota, almofadinha que só sabe dandinar,
Bambolear o corpo desgraciosamente e tem por noite
Um dadão, um pesadelo noturno e não o sonho
Dançatriz, que dança a dançata, o bailarico com
A dançarina; que dança a dançarola do dançarino,
Do bailarino por profissão, bem dançador com a bailarina,
Mulher que tem por profissão dançar, executar, mover o corpo,
Em série de passos, saltos cadenciados, fazer saltar o
Sorriso; e girar a gargalhada, rodar a risada,
Há algo dançante em mim, há algo de dançador, de
Dançadeira, de mulher que gosta de dança, de
Damas do nosso íntimo, deixar florescer igual
O auge do filósofo e no nosso organismo, o cultivo
De um jardim com dama-entre-verde, ranuculácea
Barbas-de-velho, cabelos-de-vênus, dama-dos-jardins,
Planta anual, dama-do-lago, baronesa nenfeácea e
Dama-de-ovos, variedade de manga-da-bahia; e a
Alma a dama-de-honra, a que faz parte da corte da
Rainha e expressão também usada para a
Comapanheira das noivas, a corte da mulher,
Da senhora moça, matrona de distinção.
Movimento ao som, ao ritmo da música; porém,
Sem embrulhada, sem negócio atrapalhado e ao
Entrar na disputa e na questão, não danar
O próximo, não irritar e nem encolerizar os demais
Corações solitários e nem quando ser atacado
De hidrofobia, desesperar; ser uma espécie de
Roda hidráulica, uma danaide, sem instinto de
Danador; sem o ego danado, zangado por qualquer
Coisa, furioso por dentro e por fora, raivoso com
A vida e com a morte, irado com o mundo e
Com o universo; maldito no meio dos homens
E das mulheres, ímpio, condenado ao Inferno;
Hábil na arte do mal, jeitoso a não fazer o bem,
Esperto em ludibriar o alheio; valente com os fracos,
Disposto a matar e a agir como indivíduo
Atacado de raiva; perca a danação, deixa de
Uma vez por todas, sem ato e sem efeito a fúria,
Não causes confusão e nem balbúrdia na humanidade;
Não entres em trapalhada e exponhas tua efeminação,
Mostres tua afetação, tua denguice e damice ao
Lidar com os outros; sejas útil tanto quanto
A damiana, a planta da família da turnerácea
E de uso medicinal e aprendas a damejar
A gentileza; e a cortejar a educação, a galantear
Os bons modos e mostres que não és uma damburita,
Que não é um mineral ortorrômbico, um silicato
De cálcio e boro; esqueças o damasquino, não uses o
Damasceno, não entres na violência, nem com símbolo
De arma branca com lavores e pratiques a damasquinaria,
A tauxia, a damasquinagem, a arte de embutir desenhos
De ouro, ou prata num metal menos brilhante;
Sejas um artesão a damasquinar, a tauxiar, e fazer
Embutidos pela vida; e no damasquim, no damasquilho,
Na peça de damasco, no tecido adamascado, no
Damasqueiro, na planta da família das rosáceas
Que produz o fruto: cubra-te de tecido de seda, com
Cetim e tafetá, com desenhos lavrados, fabricados
Em Damasco, ou que o imita; salve o herói
Damasceno, salve a capital do Iraque; e o damanense,
Pertencente e natural de Damão e quanto ao damaísmo
Interior, o conjunto de damas que nos  habita, os modos
De damas do nosso íntimo, deixar florescer igual
O auge do filósofo e no nosso organismo, o cultivo
De um jardim com dama-entre-verde, ranuculácea
Barbas-de-velho, cabelos-de-vênus, dama-dos-jardins,
Planta anual, dama-do-lago, baronesa nenfeácea e
Dama-de-ovos, variedade de manga-da-bahia; e a
Alma a dama-de-honra, a  que faz parte da corte da
Rainha e expressão também usada para a
Companheira das noivas, a corte da mulher,
Da senhora moça, matrona de distinção.



Elemento químico; BH, 080902000; Publicado: BH, 0160702013.

Elemento químico, metal alcalino-terroso, símbolo Ba, bárico,
De peso atômico 137,36, e número 56, bivalente positivo, é o bário; o barimbé,
Arbusto de cujo suco se faz uma bebida excelente, e o dia em que eu
Curar-me da barifonia, a dificuldade na emissão  da voz, a
Minha rouquidão, ai então, darei meu grito de libedade;
O grito bari, do grego báros, pesado, e grave, difícil de não ser
Ouvido à léguas de distância; pois se sou de bargantear,
Se sou de levar vida de bargante, de vadiar, de bragantear,
Sou hoem de maus costumes, não tem jeito, vou morrer assim;
Sou libertino velhaco bragante, vida de caráterna velhacaria,
Bargantaria, desde a infância levo vida, e caráter duvidosos, até
Mesmo para mim; e a minha felicidade, nãoa sei barganhar,
Não sou barganhista eficaz, a pessoa que faz como um bom
Negociante, um berganhista sabido, um breganhista esperto;
E nesses casos sou uma bareta, uma moldura estreita em obras
Arquitetônicas, e e sofro de barestesia, de sensibilidade à pressão;
E entro sempre em depressão, toda vez que sou pressionado,
Pela baregina, substância orgânica, de origem bacteriana, parecida 
Com o muco animal, encontrada nas águas sulfúreas de 
Barèges, França, e sei que não yenho espírito bárdico, não
Tenho em mim nada de relativo à poesia dos bardos,
Dos poetas, ou ao tempo deles; estou mais para bardar as veredas,
Cercar de bardas a poesia, cobrir com elas os poemas; uma
Bardana sem inspiração, planta  da família das Compostas, e 
Sem criatividade, só me sobra a barda, a sebe de silvas, e
Ramos entrelaçados , o tapume de madeira a fechar o curral
Da mente; a faltar o pranchão para escorar os muros que 
Ameaçam com a ruína da minha memória;  a camada
Sedimentar que me sufoca o pensamento, aa armadura de
Ferro que envolve o crânio, e que é feita para o peito de caval;
E para a barcagem, para a carregação de barca, e que se
Paga pela passagem do rio, não tenho como, a barcada
É funesta, a carga é macabra, e a barça, a capa
De vimes, ou palhas com que se resguardam os vidros,
Agora não protegem mais nada; e o barbuzano, o
Pau-velho se desfaz feito matéria biodegradável em
Contato com a água, é levado igual ao as bárbulas, os
Pequenos filamentos laterais das barbas das penas; e o 
Barbudinho, pássaro da família dos Piprídeos, e a barbotina,
Semente de absinto, pasta cerâmica utilizada para unir
Peças de barro; do barbitero, que tem a barba rija, reistente,
Forte ao barbirruivo, que tem penas ruivas, e o barbirrostro,
Ave que tem pêlos no bico; barbinegra, tem pena negra, e o
Barbilouro tem a barba loura, de barbiloiro; barbilongo, ou barbilho, rede, ou saco,
De esparto, que posto no focinho de alguns animais , os
Impede de mamar, ou de comer; não consigo encontrar
A batalhação ideal para mim, a porfia ideal, a persistência
Sem medir esforços, e caio em bastura, caio em bastidão,
Em espessura de desespero; peço bastos para as dores do meu
Sofrimento, peço as partes acolchoadas do lombilho que
Assenta no lombo do animal para asminhas costas, peço
As basteiras, e as suadeiras; o bastonário não é meu amigo,
O posteiro de varas não gsota de mim, o maceiro não
Vai com a minha cara, e o bedel me odeia; não
Encontro fortaleza para me esconder, meu castelo é de
Areia, presenciei a queda da minha bastilha; e a
Multidão está à minha procura, e só uma bastida,
Uma trincheira, e paus, num ripado de paliçada, tal uma
Antiga máquina de guerra, muito alta, montada em
Rodas para me defender dos que querem me trucidar;
Só lombo forte de cavalo, de cada lado da espinha, para
Aguentar onde assentam as manchas, as marcas, as nódoas,
O pêlo branco, e as escoriaçãoes provenientes do atrito me polem;
A dor só serve para me basteirar, me fazer de basteirado,
Para me bastecer sem acolchoar; me abastecer para me bastear,
E neste escrito bastardinho, com espécie de letra de tamanho
Médio entre o bastardo, e o cursivo, deixo aqui o bastardear
Deste texto, uma escrita que irá me abastardar no meio
Literário como uma bassorina, princípio imediato vegetal,
Que se extrai de certas gomas-resinas; um basófilo inútil, e
Que não fixa os corantes básicos, e alcalinos; é uma tal
Basofilia, o aumento numérico de células basófilas no
Sangue, e a basite, inflamação dos tecidos da base pulmonar.   

Nunca sairei deste assalariamento é que não estudei; BH, 0240702000; Publicado: BH, 0150702013.


Nunca sairei deste assalariamento é que não estudei,
Nada sei fazer, nada tenho a oferecer, nada tenho
Para dar e o meu trabalho não passa de assalariador;
Minha alma cheira à assa-fétida, planta da família das 
Umbeliáceas, de cheiro nauseabundo; não passo de um assador,
Daquele que assa, sou um vaso, um utensílio para assar
Castanhas; assadeiro sem valor, uma assacadilha, imputação
Aleivosa e malévola, de mim não se espera nem a assa,
O suco vegetal completo; mais perseguido do que o 
Asquemazim, a denominação que era dada ao 
Judeu da Península Ibérica, originário da Europa
Oriental, cujo nome de serfadim designava o judeu
Originário da Ásia, mais perseguido do que cachorro doido,
Chamado de animal de chifres grandes, o aspudo, nasci
Sem espórios, ásporo asplênio, sou a espécie de feto da família
Das Polipodiáceas: sofro por não ser aspirativo, por não ter
Aspiração, por não ter aspirância e nem o ato de aspirar
A alguma coisa; não penso por que sou aspidocéfalo, tenho
A cabeça guarnecida de placas; e nem existo, pois sou
Apidospermo, gênero de plantas da família das aponiáceas;
Meu espírito é coberto de escama, minha mente protegida
Por um escudo, minha alma por placa, o aspido do
Grego aspis, idos e peço a todos para aspersar sobre
Mim, todos os perfumes e todos os aromas; podeis aspergir
Em mim todas as fragrâncias e esconder meu cheiro;
Useis o aspersório, o hissope, o instrumento de aspergir, para
Encobrir o meu mau cheiro; preciso ter o corpo asperso,
Aspergido de todas as essências e dentro de mim o
Que constitui a natureza das coisas; minha existência
Óleo fino e aromático que se extrai de certos vegetais,
Borrifado com a ideia principal e esquecer avida de aspérula, 
Planta medicinal da família das Rubiáceas, que eu levava; 
Pois, se vós não sabeis, é triste ser um espermo, um ser
Sem semente, sem causa, sem efeito e sem razão; um ser
Sem ética, sem lógica e sem solução: é triste ser um ser que 
Sofre de espermia, o estado de uma planta que não dá 
Sementes: como a esterilidade no homem, por ausência do 
Sêmen: o espermatismo que impede a continuidade da vida;
E o legado hereditário não passa da asnice, a asnidade
De pai para filho, o asnil de herança, que formará a
Sub-raça que tanto tememos e não poderemos evitar;
É por isso que deixo tudo aspado, tudo colocado entre
Aspas, juntamente para chamar a atenção para 
A falta de inteligência e de sabedoria que será
Suprema nas gerações vindouras; e o aspálato,
Arvoreta espinhosa e aromática de raiz medicinal,
Da família das Leguminosas, ou será esquecida,
Ou será ignorada, ou será exterminada; já 
O asparagi do latim asparagu, o aspargu, a asparagicultura,
Tenham melhor sorte e mais utilidade na alimentação;
Na utilidade da asparagina, substância orgânica,
Monoamida do ácido aspergínico, extraída do espargo;
O asparago da asparagólita, variedade amarela de 
Apatita, de onde o aspe, o raio da roda de engenho,
De açúcar movido por água, tem  a aspa e a 
Aspergilose, doença causada pelo aspergilo; e que cada
Palavra seja um aspergimento, um respingar de informação,
Um orvalhar de esperança, para fazer a aspersão com
O ramo molhado na água benta da natureza, o asperges
Da salvação, a absolvição de todas as nódoas que herdamos;
A perder a asperidade, a suprimir a asperidão,
A ultrapassar a aspereza do asperifólio, o vegetal que tem 
As folhas ásperas e do asperícome, o animal que tem as antenas, Ascomas com os pêlos ásperos do asperícomo e a sistolia, Insuficiência cardíaca por defeito de sístole; Ramiz Galvão propõe a Substituição de assistolia por dissistolia, mais conforme com o Significado do termo, porém ele próprio julga difícil que isso      aconteça.


Protejas meu coração com a ascoma e a pele ou a sola; BH, 0240702000; Publicado: BH, 0150702013.

Protejas meu coração com a ascoma e a pele ou a sola
Que se põe nos remos, para que não se desgastem muito,
Ao roçar na borda do barco; e receio que o teu amor,
Venha desgastar o meu coração e desisti de ser em tuas
Mãos, o ascomicete, a espécime de classe de cogumelos providos
De ascos; não quero que tu sejas mais o meu ascogônio, o
Meu órgão feminino; basta de me fazeres mau, vou procurar
Outra borboleta, rasgues o asclepiadeu de amor que fiz
Para ti; rasgues o antigo verso grego, ou latino, composto,
De um espondeu, dois coriambos; e um jambo, não mais
Farei declaração em verso que te amo, foi um
Erro meu, que a partir de hoje, no meu jardim asclepiadáceo
Só quero agora a espécime dos Asclepiadáceos, família de
Plantas dicotiledôneas simpétalas, em sua maioria constituída
Por trepadeiras; mandei retirar a tua estátua, que me
Deixava doente, me causava o aspecto ascitivo, que tanto
Envergonhava-me perante outras pessoas; prefiro ser o ascídio, a
Ordem de tunicados fixos, ter a abertura bucal e cloacal quase
Contíguas, a ser o teu homem, a ter o teu amor; e então,
Tenho dito, destino de ascídia, destino de folha, ou
De bráctea, em forma de urna comum nas plantas
Chamadas carnívoras, destino de ascidiado, cujos
Pecíolos são ocos e dilatados, que me deixam asselvajado,
Contigo a falar que tenho modos brutais; sou selvagem e
Grosseiro e que jamais quererá asselar o nosso amor; jamais
Quererá selar a nossa união, legalizar nossa vida, validar
E confirmar perante todos que nos amamos; afirmar
Em juízo, ou fora de juízo que tu és a minha mulher,
Assegurar, e considerar que ruim comigo, pior sem mim;
Podes descartar todo assediante que tu falas que tem,
Todo aquele que te assedia, que é o teu assediador
Cotidiano; falas que já estás em outra flor, já
Pousaste em outro caule, que não adianta
Por assédio, que não adianta dar uma de sitiante;
Pois a cada dia que passa me sinto mais assedentado,
A cada noite tenho mais sede, a cada madrugada
Sou mais sequioso; e quando amanhece o dia,
Estou cada vez mais sedento, venhas limpar meu 
Linho no sedeiro, me tornar macio como seda,
Assedar-me a estupidez e a brutalidade, pois tenho 
Certeza que a tua assedagem só me fará bem; uses,
E abuses de todo amor para ser a assedadeira e serei
O teu assedador, com todo assecuratório, com toda 
Palavra que assegura, que garante a felicidade;
Como a antiga moeda de cobre dos romanos, cujo
Peso equivalia 12 onças, o asse que agora me valoriza,
Pois estou bem mais maduro, sazonado em aprender a
Viver assazonado no conhecimento e na sabedoria,
Que evitarão o meu assassinamento, espantará o efeito
Assassinador e impedirá que me sinta assassinado,
Morto, por homem, ou por alguém; assarilhado, cruzado,
Em forma de sarilho, onde a casta de uva de bago grosso
Espera na assaria a boca ávida, para assarapantar a
Sede, espantar a secura na boca; assustar em noite
De lua cheia as assombrações, confundir os bandoleiros,
Atrapalhar os planos dos trapaceiros e deixar aturdidos
Todos aqueles que só querem a infelicidade, pois,
Nada mais me deixa assarapantado; nada mais
Deixa-me assustado, nada mais me deixa confundido;
Quanto maior o assanho, maior a cautela, quanto mais 
Sanha, mais devagar fico, quanto mais assanhamento,
Mais me viro para dentro de mim, não deixo
Metade nenhuma ser assaltada, toda investida e 
Reprimo e quem quiser me assaltar, nada vai encontrar;
Às vezes sou assim mesmo assaidado, os amigos reclamam
Dos meus modos e ações de saloio, camponês rude dos arredores
De Lisboa; aldeão torrento, indivíduo rústico, nada de finório,
Nada de velhaco e que gosta muito de um comer assalmonado,
Quando é possível fazer, quando não é, seja o que Jesus quiser.

A tristeza que carrego é a do jeito que vejo a devastação; BH, 0240702000; Publicado: BH, 0150702013.

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A tristeza que eu carrego é a que do jeito que vejo a devastação  da Natureza, daqui a alguns anos, a nossa arvorecência será zero, a Arborescência do meio ambiente será negativa, não veremos uma Arvoreda na alameda, não teremos a sombra de um arvoredo Sequer; será o fim do arvorecer e por mais que tentemos arvorejar 
As colinas, será tarde demais, o efeito arvorecente será pequeno e Toda tentativa arborescente será em vão; guarnecer de árvores e  Arborescer as encostas, encher de árvores os terrenos, será a única Salvação, se for feito com urgência urgentíssima; temos o
Compromisso de proteger da arvoreta à arzola, a planta
Anual da família das Compostas e esse pensamento asado,
Esse ideal com asas, essa ideia alada, temos que passá-la
A todos os povos da humanidade e sempre será bom,
Que cada um tenha em casa um vaso com asas, com
Uma plantinha dentro; espero que estas palavras asadas,
Encontrem apoio em todos os ouvidos e que sejam
Colocadas em prática por todos; do ascari, soldado muçulmano
Do norte da África, a todos que vivem em ascetério, retiro de
Ascetas, mosteiro e lugar de meditação; e ao que sofre
Da asafia, a pronúncia defeituosa, titubeante e indistinta,
Das palavras, como nos chamados tatibitatis, é necessário que
Todos venham asar em torno dessa tentativa, que é a de
Impedir o extermínio das árvores no planeta; recorro
Até aos áscios, os habitantes da zona tórrida sem sombra
Ao meio-dia em duas épocas do ano e nas outras
Épocas também recorro aos anfíscios: todos devemos participar,
Ao acabar as árvores, acaba a asarina, princípio ácido
Existente no ásaro, planta da família das Aristoloquiáceas,
Tida antigamente como medicinal, também chamada bacarija;
E o astato, mineral incombustível, variedade da crisólita,
Em que as fibras são separáveis e flexíveis, a ser o comercial
Um mineral fibroso que pode ser uma variedade de 
Tremolita, actinolita, siebeckita, antofilita, ou crisólita
E se apresenta em camadas a formar cristais
Fibrosos tão finos que adquirem elasticidade
E permitem a leitura dos tecidos: o mesmo que amianto;
E o que quero dizer é que o asbestino também, meu
Amigo, desaparecerá, tal a astestose, pneucomoniose,
Devida à inalação de partículas de asbesto, será a 
Única coisa que conseguiremos respirar; e mesmo
Depois que morrer, quero ter o espírito ascensionário,
Quero ter o intento que ascende, que sobe na intenção,
No desejo de ver propagada e mantida, cada vez mais,
O impedimento de tocar numa árvore; morrerei com toda
Esta vontade, com todo este propósito maior, a me tornar
Cada vez mais ascensionista, a levar em excursão e a 
Pontos elevados, em balão, ou de qualquer outra maneira,
Que a salvação está nas árvores e quanto mais nós 
Cortá-las, mais pouco viveremos e a desaparecê-las por
Completo, nós também desapareceremos; sei que chego
Até a ser chato com tanta repetição, porém, é preciso
Bater várias vezes na mesma tecla para que todos
Possamo entender a mensagem e colocá-la em
Prática, parece até que pode ser difícil, para
Alguns, será até impossível, pois odeiam a natureza,
Detestam as árvores e se pudessem dizimá-la-iam e
Não deixariam uma espécie sobre a face da Terra;
Eu amo as árvores, quero preservá-las e o meu medo
Maior é saber que no futuro, não existirá nem
Futuro e nem árvores; meu medo maior é
Saber que a luta pode até ser em vão, porém, deve
Continuar e espero que todos engajem nessa
Luta de amor e de culto às árvores, antes que seja tarde;
Decreto desde já que não é permitido tocar
Numa folha, num tronco, numa raiz e quem
Quiser ser feliz, ter futuro e ter amor, tem
Que aprender desde já, a guardar no coração,
Esse amor diferente e novo e vivo pelas árvores.

Só caio em botirão e em rede de vime para a pesca de lampreia; BH, 080802000; Publicado: BH, 0170702013.

Só caio em botirão e em rede de vime para a pesca de lampreia;
Só caio em armadilhas de botiqueiro, o falso que vendia em botica,
Ou era proprietário e me enganava como se fosse uma espécie de 
Ingênuo e só me deram botim de número bem menor do que o meu 
Pé, bota bem pequena e de cano baixo e calço número quarenta e 
Cinco; e não dá para entender a atitude dos meus semelhantes 
Primatas, ou dos meus primatas semelhantes; antigamente só 
Andava doente em boticaria; falava com a farmacêutica, com a 
Mulher do boticário e ela receitava qualquer remédio, era o cobaia 
De botica; alma de farmácia, receita de drogaria e do jeito que ia, 
Nada me curaria; passei a botequineiro, treze anos a administrar 
Botequim, onze na Rua do Rezende, dois na Rua Marapendi, na
Penha, Rio de Janeiro; era até ontem botelheiro simpático, como 
Aquele ancião que cuida do velho engarrafador de cachaça; era 
Grande a coleção de botelharia, quantidade tanta que parecia lugar, 
Onde se faziam e se vendiam garrafas, os frascos, as botelhas; e 
Fazia bem feita a minha política, que era uma referência, como um 
Boteiro, um indivíduo que guia bote, um fabricante de botes; e 
Acrediteis, tinha gente que só votava através de minha influência;
Eu agia como um botarém, um contraforte de reforça a paredes, não 
Deixava ninguém cair e evitei duas mortes, uma dentro do bar e outra 
Fora; era a escora para o freguês desprevenido, trocava cheques, 
Emprestava dinheiro, um arcobotante que vendia fiado, levava cano 
De uns, dava cano em outros, compensava aqui e compensava ali;
Reinei ali naquele Baixo Rezende, era assim que se chamava, como 
Um botão-de-ouro, a planta da família das Xiridáceas e das 
Ranunculáceas e graças a Deus, deixei vários amigos e poucos 
Inimigos; muitos batalós, como paus com ferros de três ponta para 
Vários serviços a bordo: Bira Maluco, Tereza que lava as louças e 
Panelas, Tiana da faxina e muitos outros que  a memória agora não 
Recorda mais; o bota-fogo da lembrança foi apagado e o pau com 
Morrão para deitar fogo às peças das lembranças foram acesos e o 
Passado virou botado, virou vinho turvo, com borra, uma botada tal o 
Início da moagem dos engenhos e usinas de açúcar e nas mesas às 
Vezes, corria o montinho inglês e não o bóston, certo jogo de cartas, 
Em que entram quatro parceiros; e a música tinha até modalidade de 
Valsa, entrava a de sadio, a de bostelento, de aidético ao que tem 
Bostela, do doido ao que tem pústula; do mosquito ao bosteiro, do 
Escaravelho à joaninha, às vezes parecia um bostal, um curral de bois
E vacas, às vezes um palácio, um castelo, um bordel; a borragem 
Estava evidente, na parte da construção que ressaia do prumo e
Da superfície e as saliências, quaisquer que fossem, pareciam obras 
Arquitetônicas, obras-primas e de arte eram o mesmo que aborradura
E vice-versa; e quando chegava a calmaria, tinha a paz de um bosquete, 
A tranquilidade serena de um pequeno bosque e ali era esquecido o furor 
Bosniano; a guerra do natural e do habitante da Bósnia, Iugoslávia e o 
Clima na maior parte do tempo era de boscarejo, como o que vive na 
Mata e é relativo à floresta, com ar de boscagem; e no interior, não era 
Permitido o capuz, o bortalá, bloco para fazer medo às crianças, elas 
Eram bem-vindas e respeitadas, iguais a um borro, um carneiro novo, 
Entre um e dois anos e a minha tarefa era de borrifador, que borrifa 
Cerveja; regador de álcool: não podia faltar, era um barriço, um chuvisco, 
Um borraceiro, qualquer motivo valia para um bragueiro; borriceiro de 
Aguardente, um borriçar de conhaque, chuviscar de vodka, estivesse o
Tempo borrento, o borrelho, ave palmípede, aquática no seco; a borreguice a
Operar, a prevalecer a indolência, a preguiça a reinar: que nada impedia a folia.