domingo, 2 de julho de 2017

Arriba meu povo brasileiro e riba minha nação brasileira; BH, 0200702000; Publicado: BH, 020802014.

Arriba meu povo brasileiro e riba minha nação brasileira, 
Acima da pobreza e da miséria, adiante do descaso e do
Abandono, avante, a derrubar a elite estranguladora, a 
Abater a burguesia nefasta, a eliminar a classe política
Putrefata, neoliberal e globalizada; é hora de sair da 
Arriaria, de deixar de lado a profissão de arrieiro e de ser
Guiado pela estrada, como se fossemos bestas de cargas; 
E chega de arriação de calças, chega da operação de
Arriar a cabeça; é hora do arrevesso, do nosso lado 
Arrevessado, do nosso reverso de resistência, do nosso
Difícil, do nosso ânimo torcido, devido à tanta corrupção; 
E todo aquele que roubou e não vomitou, vai ter que
Devolver tudo que levou no erro cometido anteriormente; 
E o povo vai arrestar a riqueza da elite, o povo vai fazer
O arresto com os bens da burguesia, o povo vai embargar
E apreender tudo que a classe política já usufruiu no poder;
A nação será arrestante e requererá de volta, tudo que a ela 
Pertenceu e o espertalhão levou de uma maneira, ou de outra; 
E será o governo arrestado, o senado embargado, a câmara 
E o congresso, no fim da arrepsia, é o fim da irresolução, 
Incerteza e dúvida; o povo vai arrepolhar, vai dar a forma de 
Repolho à sua indignação e vai entufar de emoção, e todo 
Político baixo e gordo, embrulhado em muita roupas caras, 
Repolhudo de luxo e riqueza, arrepolhado de comida e bebida 
De banquete, viverá de pão e água, até equilibrar o social; 
E será arrepiante o destino do político daqui para adiante, 
Será de causar arrepios, homem nenhum quererá ser político, 
Pavoroso ministro, terrível deputado, amedrontador senador 
Ameaçador, arrepiador vereador que, só aprendeu a surrupiar;
E é a arrepiadura do povo e o arrepiamento da nação a tudo 
O mais que nos causa terror e que nos é horripilante, ao vir do
Congresso e de Brasília, o trabalhador arrepiado vai combater;
O assalariado ouriçado vai perseguir, o desempregado eriçado
Vai botar para correr, o homem assustado com a violência vai 
Revidar e espavorido, o causador do mal do povo, terá que se 
Esconder em algum paraíso fiscal; e não adianta chorar 
Arrependido, não adianta dizer que se arrependeu, não adianta 
Pedir, contrito, uma outra chance, cada um membro da nação vai 
Arrepelar, puxar e arrancar pelos e penas e peles do seu político 
Predileto; e vai puxar os próprios cabelos  ou a barba e de nada 
Vai adiantar lastimar e a polícia que, protege tanta covardia, 
Tanta violência e tanta injustiça contra o povo, também vai sofrer 
Um arrepelão, sofrerá um arrepelamento, um repelão inesperado
E não mais levantará a mão contra ninguém; é o povo que arrepela
E que, deixará arrepelado, todo inimigo, que por tanto tempo o 
Perseguiu de todas as maneiras, será uma briga feia, briga de 
Foice e martelo no escuro; será uma arrepelação de libertação, 
Uma arrepelada de independência e na hora do arrepanhar o que 
Sobrou, do dividir bem dividido com quem não tem, nem vem; e 
Ao refegar o social e preguear as rendas, com refegos para que 
Todos não fiquem mais nus pela ruas, a engelhar na tranquilidade, 
Enrugar na serenidade, a deixar encarquilhar o passado da miséria
E a engrovinhar a antiga dor da infelicidade, poupar sem avareza; 
E arrebatar a injustiça e roubar de volta tudo o que foi roubado; se
Um dia contrair, só se for para retornar ao ataque ao banqueiro 
Arrepanhado, engelhado e sovina e que, o povo aprenda a arrenegar 
Eternamente; e renegar o empresário sonegador, a abjurar o juiz 
Ladrão e corrupto e corruptor e corrompido e amaldiçoar o governante 
E péssimo administrador, que permite tantas falcatruas; e detestar
A polícia comprada, odiar quem semeia o ódio, aborrecer quem só 
Sabe aborrecer, detestar quem detesta o povo, zangar-se com quem 
Não gosta de trabalhar em benefício do povo e irritar-se com tudo que,
Não vá de encontro com os verdadeiros interesses da nação; 
E declaro-me um arrenegado, um voltarete de dois parceiros, e sou 
Também conhecido por minha zanga contra os injustos, sou um 
Renegado, aquele que se enfada com tudo de errado que nos 
Envergonha em todos os lugares; não abro mão da minha arrenegação, 
Não deixo de me arrenegar, até o dia que, tudo mudar; esta é a minha 
Apostasia e o meu enfado, não vivo arrendilhado com o poder, sinto nojo, 
Não vivo rendilhado com a corrupção: sinto nojo e nem me disponho 
Arrendável e nem para servir aos interesses daqueles que são contra a
Nação, são contra o povo e contra o Brasil: são os entreguistas.

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