terça-feira, 4 de julho de 2017

Destinado a ter o futuro de cabaneiro e de pessoa que faz e reside em cabana; BH, 0401202000; Publicado: BH, 0150802014.

Destinado a ter o futuro de cabaneiro e de pessoa que faz e reside em cabana, 
Se até hoje não adquiri casa própria, o que resta-me é ser choupaneiro; e levar 
Vida de rancheiro, igual ao maloqueiro que, tem o cesto grande de vime e de 
Taquaras, cheio de bugigangas para vender ao cabaratier; e o que tem de 
Cabaré em beira de estradas e anima as danças e os jogos amorosos entre os 
Fregueses e as cortesãs que, trabalham para atrair lucros em cumplicidade com
O cabaratiê; e que, com o pagamento que faz a elas, não enche nem o cabaz, 
Cesto de vime, ou de junco, ou de taquara e samburá, a cesta do cabazeiro, do 
Que, faz e vende cabazes, de cabeça-dura que é, de turrão opinático, custa e 
Entender as coisas; e já até acostumei-me com a minha cabeça inchada, sou 
Uma pessoa amolada, de alma desgostosa e vivo com ciúmes da morte que, 
Leva todo mundo e não me leva; sou um torcedor de clube que perdeu e um 
Partidário político derrotado e a fruta que é gerada por mim é pior do que a 
Araticum, cabeça-de-negro; e qualquer soldado semianalfabeto, militar 
Desqualificado, cabeça-seca, despreparado, anda a dar-me voz de prisão e 
Tudo porque carrego sempre vazia, a parte mais nobre e mais alta e mais 
Expressiva do corpo humano, a parte superior de mim, de um vácuo e quase 
Sempre maior e cheia de legumes, plantas, objetos, alhos, cebola, pinhões, 
Bastões, bengalas e dedos; pela semelhança mais ou menos esférica, de 
Borbulhas, de prego e e pela influência e direção que nos vem do cérebro, 
Quem o tem, o deve usar muito bem, comanda o casal, é o marido, da 
Revolução de um movimento qual ao chefe, onde começa o rio, a montanha, 
Tem o crânio iluminado e na linguagem do povo, o cocoruto de gênio; o coco 
Recheado, a cachola que funciona, com cachimônia cheia de cerimônia, o 
Alto da sinagoga em eterna meditação; o morro do piolho não só para criar 
Piolhos e o caco do sul dá ao do norte o apelido de cabeça-chata, por causa 
Da conformação; o importante, porém, é deitar no cabeçal em paz, chegar 
Na cabeceira da cama e sonhar, repousar no travesseiro não tem pesadelo, 
Com o cabeceiro, o indivíduo que, descarna as cabeças dos animais abatidos 
Para consumo, a rachá-las e a tirar-lhes os miolos; e foge no sono para mar 
Tranquilo, mais rápido do que a cabeçuda, o cágado Podocnémi dumeliana,
Semelhante ao tracajá; e ao acordar, trabalha tanto quanto a saúva e voa livre 
Como um pássaro e do pequeno cabo de areia que se forma junto à foz dum 
Rio, o cabedelo, põe movimento violento de cauda de cavalo de agitação de 
Cabeio no coração; porém,  já que, perdi a cabeladura, que a cabeleira já caiu,
A guedelha ficou unitária e o conjunto dos cabelos, vazio, a cabelama de avis 
Rara, não trago cabelo-nas-ventas, nem brio de pessoa valente; de ação e de 
Mente desabrida e que diz na cara dos outros a sua opinião, mesmo que seja 
Rebelde e insubmissa; e tenho que conformar-me, a minha herança é não ter
Cabelo-no-coração, espirito corajoso, destemido e audaz, se tivesse, seria 
Pelo menos protetor da cabeluda, árvore que produz frutos pequenos, amarelos, 
Semelhantes às uvaias, cobertos de tênue penugem, daí a advir o nome e 
Pertencem à família das Mitárceas; e do jeito que sou, não tenho aceitação 
Nem por mim, não sei aproveitar a oportunidade, o que digo não tem cabimento 
E o que escrevo, não tem cabida e nem cabila, natural, ou habitante da Cabília, 
Argélia, se interessar em ler o que escrevo; é que guardo bem no fundo do
Baú, com medo do vexame público, da crítica da cabilda, designação genérica 
De várias tribos da África Setentrional, juntamente com a cabinda, do território 
Africano; a cabis da humanidade, da corruptela do latim capitis, genérico de 
Caput, o berço de toda criação do homem, desde milhares de anos atrás; e 
Agora, vamos ouvir a cabissalva, a ave de rapina, a cabeça branca do Prêmio 
Nobel de Literatura, José Saramago, que deita falação para elevar o nível do 
Programa do Jô, na TV GLOBO que, nada nos falará como sempre foi a TV. 

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