terça-feira, 11 de julho de 2017

E a obra-prima não desceu do céu; BH, 0110502017.

E a obra-prima não desceu do céu,
Não voltou do purgatório e não subiu
Do inferno; em três estados da matéria,
Faltaram matéria-primas imateriais,
Metaforiais, para a obra-prima material;
E esse aleijão incomoda por deficiência,
É que todo mundo tem um dom, uma 
Experiência, mostra um resultado, uma 
Resposta, ou resolução e passa aos 
Olhos curiosos a melhor impressão, 
Sem defeitos, perfeitos, físicos de 
Adônis, Apolos, Narcisos, a meter 
Inveja nos mortais desprevenidos; 
Descobertos de razão, noção, sentido,
Ou outras espécies de malabarismos
Para sobreviverem sem depressões,
Dogmas, tabus, complexos, psicoses e
Neuroses, pois, a ninguém interessa, 
Porém, o medo é morrer sem gozar a 
Obra-prima, a obra que pudesse 
Chamar de arte e bela e por mais que,
Faça contorcionismo, com a morte a 
Dar rasteiras a todo momento, a pular
Mata-burros, a driblar inimigos 
Visíveis e invisíveis, pressente-se que, 
A humanidade se extinguirá órfã do 
Que que imortalizar-se e que pensava
Que, poderia servir para a conservação
Da raça humana, do ser humano e da 
Própria humanidade e do humanismo.

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