segunda-feira, 17 de julho de 2017

Só a poesia é que ajuda e ensina a ninar uma ninfa; BH, 0270300302007; Publicado: BH, 0110702014.

Só a poesia é que ajuda e ensina a ninar uma ninfa,
Só o poeta sabe acalentar a divindade fabulosa dos rios,
Dos bosques e dos montes; e quero aprender a fazer
Adormecer a mulher nova e formosa, com a mesma paciência
Exigida na forma intermediária entre a larva e o inseto
Adulto; e que venha Nereida e que achegue Nereide e
Cada uma das ninfas que presidiam ao mar, venham ser
Nhanhã, venham ser iaiá e resgatar a história do amor;
E plantar a flor da poesia, os deuses do Olimpo irão
Ajudar e cada um com o troféu a nos abençoar; a
Poesia é importante no oaristo e sem ela o diálogo
Entre marido e mulher é mudo, é silêncio, mudez de
Vergonha; o entretenimento íntimo é um poema, o
O colóquio terno, uma ária singela, é uma paz dum
Mundo oasiano, a tranquilidade de ser o oásico pela
Esperança dum oásis, de encontrar uma região coberta
De vegetação no meio dum grande deserto; e a poesia
É o alívio desse lugar aprazível entre outros que não o
São, pois a poesia é o entre desgostos; é o fim da
Obcecação, cegueira, teimosia e a insistência no erro;
E é por isso que sou um poeta obcecado pelo fim da
Estupidez e de tudo que tem a inteligência obscurecida;
O medíocre e contumaz no erro, só sabe obcecar a
Sabedoria, tornar cego o espírito, deslumbrar-se com a
Alienação cultural e não vê que tudo que é fácil só
Serve para ofuscar o pensamento, obscurecer o cérebro,
Turvar a visão, desvairar a mente, induzir em erro e
Tornar ininteligível o raciocínio; o ente sem poesia é
Totalmente obducto, coberto de ignorância, tapado de
Memória e vive oculto da realidade, tem obstinação pela
Mentira e obduração pela falsidade; insensível, torna-se
O homem, hoje, sem cultura e sem educação, é o que
Sabe empedernir-se contra a lucidez e se tornar obstinado
Na perseguição da razão; pensa que faz bem à alma
Endurecer o coração e obdurar ao obedecer na mudança
De comportamento e não quer submeter-se à vontade da
Disciplina e nem executar as tarefas exigidas pelo destino,
Cumprir as ordens  da natureza, estar sujeito ao sol e à 
Lua e às estrelas; respeitar a autoridade do vento, prestar
Vassalagem à força da água, ceder ao ar, seguir a
Influência das nuvens, render-se à chuva, prestar obediência
Ao besouro forte e quanto ao homem, jamais submeter-se
À vontade de outrem, jamais executar as ordens de outrem;
Submissão um homem não pode causar ao outro, sem
Sujeição, docilidade ou dependência, como age a automática
Atitude dos catatônicos, de concordância total, pois são sem
Juízo ou crítica, executam de imediato tudo quanto lhes é
Comandado; feliz é o homem que é obediente ao amor, e
Obedece a paz, é submisso com o pobre, dócil com o
Miserável e humilde com o fraco, com o covarde e o medroso;
A poesia é obeliscal, é o marco da poesia o obelisco em todo
Coração, não o monumento em forma de agulha piramidal,
Feito ordinariamente duma só pedra sobre um pedestal, como
Um objeto alto e alongado, mas o significado, a mensagem, a
Palavra, o verbo, a imaginação, a inspiração e a criatividade
Racional; é com objetividade que levamos a poesia aos quatro
Cantos do mundo; é ao objetivar o lirismo, é ter por fim às
Trevas e querer realmente pretender realizar o sonho e
Materializar as coisas do espírito, por fim ao pesadelo e
Considerar real ou existente fora do espírito o objetivo
Maior da poesia nossa de cada dia; não quero viver sem
Esse pão do céu com o qual me nutrirei; e beberei nessa
Fonte eterna, nesse pote onírico esplêndido, nesse sonho
Pomposo, lauto que me honrará neste poema opíparo; a
Minha alma está sempre cheia de paz, toda vez que
Dou à luz a uma poesia que habita dentro de mim; minha
Alma levita, leve e solta, a deixar-me também sem
Gravidade e consigo voar, tal qual aos tempos de menino;
Minha deusa, minha musa, tenho pena daquele que não
Te conhece, tenho pena dos aprisionados e sem
Liberdade, são mais pesados do que o ar e afundam
Na água; não conseguem se deslocar e querem só o que
É simples e simplório, piegas e fútil; quero a bruma e a
Brisa, quero pegar o sereno e o orvalho e quando vem a
Madrugada, é impossível descrever toda a posse deste
Momento; o comportamento da natureza, a postura da
Noite diante da chegada do dia, a atitude das estrelas e
O estrelismo da lua; ai, firmamento, quero viver aí, bem
Junto do infinito e encher minhas entranhas de universo;
E desbloquear meu organismo ao iluminar meu ser, almejo,
Não nego, a galeria dos iluminados; desejo luz, pois,
Quando o Criador gritou: haja luz, parece que eu estava
Surdo, não ouvi o grito, e a luz não rompeu em mim; hoje,
Ando atrás da luz, busco-a na poesia, no dia, na noite, na
Vida e na morte; grita de novo para mim aí, Criador, haja
Luz e que essa luz seja transformada em poesia; me
Transforme, Criador, muda o meu ser, faça com que eu
Tenha uma alma sadia, um espírito são, um teor evolutivo,
E faça que eu tenha um leque amplo, incomum, uma visão
Diferente, uma palavra sábia, um que de inteligente; já
Não sei mais o que fazer, não sei onde colocar as mãos e o
Terreno onde piso os pés é movediço, arenoso e não tenho
Confiança e muito menos segurança, e só o Criador, pode
Passar-me uma reciclagem e pode gritar ao meu ouvido:
Haja poesia e eu serei dela e ela será minha e enquanto


Viver, manterei a chama acesa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário