segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sou um planeta situado a 100 bilhões de anos-luz; BH, 024040230602007.

Sou um planeta situado a 100 bilhões de anos-luz 
Deste sistema solar e giro em torno duma estrela desconhecida;
Em mim os cientistas já chegaram à conclusão:
Não há capacidade de vida,
Devido ao solo árido e mais propício a um deserto e ao clima
Gélido e com temperaturas insuportáveis e abaixo de zero;
Bem que gostaria de ser habitável,
Com alma e espírito e nome;
E perdido nesta imensidão,
Não tenho certidão de nascimento,
E nem mesmo um registro de pedigree,
Como o de algum planeta cachorro;
Minha friabilidade e minha qualidade friável,
Não são de qualquer friacho e de um tanto frio;
Ou de friagem de constipação e que causa gripe,
São defluxos do ser que pode reduzir-se em fragmentos,
São do ente que se perde e se esboroa com facilidade;
E do espírito da frialdade da treva e da frieza do desinteresse,
Não há freudismo da doutrina pregada por Sigmund Freud,
Áustria 1656 - 1939 e método de análise psicológica,
Que explica as minhas neuroses, tanto as por influências
Psicossexuais recalcadas no inconsciente, que a psicanálise
Tenta curar como as que carrego aqui agora comigo dentro de mim;
O meu ego põe abaixo todo o complexo freudiano e destrói
Qualquer tentativa de cura para as minhas doenças;
Sou um frenopático e padeço de frenopatia, a doença do frenopata,
Pessoa que padece de alienação psicopata;
Não será qualquer frenólogo ou frenologista e tanto o versado ou o
Que cultiva a frenologia e o estudo do caráter e das funções
Intelectuais humanas com base na formação do crânio;
Não sera o frenologista com todo o teor frenológico que diagnosticará
O viés do meu sofrimento e haja teoria do frenologismo;
Haja fuça de quem tenha venta e haja focinho de quem tenha cara e
Haja rosto de quem tenha face;
A humanidade está a ficar fubica e só a ser formada por pessoas sem
Préstimos e que não têm frutescência, tal à época do desenvolvimento
Das frutas e dos frutos e da sua maturação;
Hoje o ser humano não é frutescente e não é o que cria frutos,
E pelo contrário é árvore imprestável;
Hoje a raça humana não sabe frutescer e muito menos frutificar e
É por isso que somos ou pelo menos sou desta geração de Arthurs
Bispos dos Rosários;
Só que a nossa enclausuração é dentro de nós mesmos e não há
Perspectivas de cura;
Quando teremos um mundo frutuoso? abundante em bons frutos?
Fecundante em civilidade, útil e proveitoso?
Quando será que teremos um planeta frutuário, fértil e em que
Tudo dê bons resultados?
Quando será que a nossa vida será uma frutose, cheia de levulose
E doce como um açúcar de fruta?
Qual será o nosso fruto?
Quando será que preservaremos o produto comestível das árvores
Frutíferas e o que será o nosso filho?
Qual o resultado da nossa prole?
Que proveito e vantagem tiraremos dum modo de vida frutívoro?
Ao mudar para o hábito frugívoro e desenvolvido a mania do
Frutífago e do que se alimenta de frutos? 
Frutígero, porém, o homem só quer o fuá, só gosta de conflito,
Ama a briga e a desordem e vive desconfiado de que jamais,
Nunca conhecerá a felicidade; é por isso que o homem
Já está fulminado e não está morto por faísca elétrica, raio,
Ou por outro agente que mata imediatamente;
O efeito fulminador do homem é o próprio homem,
E a fulminação do homem não é o ferimento produzido
Pelo raio ou por qualquer outro tipo de faísca;
O que irá fulminar o homem, matar, ferir, destruir, calcinar,
Incinerar, queimar, aniquilar, mas sempre com a ideia de
Rapidez à semelhança do raio, será o próprio homem;
Será o seu ideal fulminatório e a ideia que fulmina, será
O relativo fulmíneo, brilhante e destruidor, o fulminoso,
Não encontrará outro igual com tanta sede de morte;
E de fumar cadáver e desprender fumo e fumaça dos ossos,
Esfumaçar entranhas e pitar organismos;
E cachimbar medulas e aspirar cinzas de restos de corpos calcinados,
Cigarros de restos mortais e charutos e cachimbos de esqueletos;
Fumante de ervas daninhas e pitador de seres nefastos e fumador
De estúpidos no fumal de imprudentes impregnados de fumagina;
Ignorantes com indultos fuliginosos e espessos e formados por fungos,
Na superfície dos órgãos como as aéreas das plantas e assim,
Volto para a minha órbita fora do meu sistema solar,
A bilhões de anos-luz de distância de mim, planeta desconhecido
E impossibilitado de um contato imediato.

Publicado: BH, 0190602014. 

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