segunda-feira, 3 de julho de 2017

Tu me castras e suga-me o tutano; BH, 0100502017.

Tu me castras e suga-me o tutano
Dos ossos, chupa-me a seiva, absorve-me 
A medula e definho-me; e não reajo ao 
Vampirismo, deixo-me cativo, o ser
Esvaziado ao fluir dos líquidos e do leite;
E fico psicótico, com paranoia e 
Neurose e nada funciona em mim,
Quando sou dominado por ti; e sou
O teu escravo, teu servo, teu bezerro; 
E sou teu criado, obedeço as ordens
Ditadas por tua mudez, ou por teus 
Gritos lancinantes de louco varrido; fomos
Expulsos do paraíso, quando nasceste, 
Perdemos as regalias do Jardim do Éden; 
Doo-te o meu sangue venoso, lancei no 
Vácuo o meu sangue arterial e o teu 
Organismo ficou danificado; e tudo que
Não sentes, sinto; e tudo que sentes, 
Sinto muito mais ainda e sofro por 
Sentires; se não sentistes, talvez o
Sofrimento seria atenuado, porém, 
Ao sentires, mata-me ao teu lado e 
Ao não sentires, mato-me do teu lado;
E porque fui te ter, se tu não me tens?
Até hoje não sei, acidente, acaso, descaso.
Amor não aconteceu, sexo mal feito; 
E quero te ter sempre ao meu lado
Na vida, ou na morte; e quero te ser 
E que tu me sejas, na morte, ou na 
Vida; e seremos infelizes, azarados, não
Teremos sorte e nem traremos sorte 
Um ao outro, só os nossos azares, até
Que o destino nos separe; por isso 
Sou um omar sem árvores, um pé
Infrutífero, uma árvore sem ramos,
Tronco, raízes e a seiva que, já foi 
Toda destilada por ti, com a tua 
Voracidade desconhecida. 

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