sexta-feira, 14 de julho de 2017

Tudo aconteceu por culpa minha e imprudência e imperícia e estupidez; BH, 0180190102007; Publicado: BH, 0260702014.

Tudo aconteceu por culpa minha e imprudência e imperícia e estupidez,
Não culpo a mais ninguém, por mim e o meu projeto pessoal, não termos 
Dado bem na vida; nada do que fiz ou tudo que fiz algum dia, deu certo 
Em minha vida e hoje, não tenho competência para ir atrás do tempo 
Perdido, nem toda a magia, negra ou não, nem todo o ocultismo e 
Demais ciências podem me ajudar; não tenho nada de belo para 
Apresentar, assassinaram-me quando nasci, mataram-me a percepção, 
A sensibilidade e não deixaram vestígio de inteligência registrado no 
Meu cérebro; de quem é a culpa? a culpa é minha? claro que a culpa é 
Minha, nunca soube reagir, nunca procurei ânimo e ousadia, nunca tentei 
Sair do buraco, dar a volta por cima ou pelo menos demonstrar opinião e 
Coragem; nunca compus uma canção, nunca escrevi um soneto ou um 
Poema, a poesia nunca morou dentro do meu coração; completamente 
Perdido, já desiludido e desenganado, sem esperança e firmeza e fé, 
Nada mais me deixa de pé; meu foguete perdeu a potência e o meu voo
É mais raso do que o do 14 Bis e invejo todo ser bem mais sucedido do 
Que eu: invejo a formiga, o besouro, a aranha, o peixe, a borboleta, o 
Pássaro; invejo o calango, a taruira, a joaninha e invejo o beija-flor, o urubu
E invejo tudo e qualquer ser superior a mim; invejo o capim, a relva, a erva
E o jardim, invejo qualquer sepultura, campa e lápide abandonada em 
Cemitério abandonado; invejo o sereno, o orvalho  e a brisa, invejo, invejo, 
Invejo, a mariposa, a luz do sol, a luz da lua, o graveto, o risco no chão, o 
Chão, o quintal, o pó, o cisco, a poeira e o metal; invejo a água, o fogo, a 
Terra, o ar e todo elemento que tenha poder, invejo a força de gravidade, 
O som e a energia, a pressão atmosférica, o vácuo, o caos, o aquém, o 
Além e o universo; invejo o céu azul, o firmamento, as nuvens, tempestades, 
Procelas, abismos e precipícios; invejo a rocha, a pedra e a areia, a palha, 
A fruta, o fruto, o sumo e o suco: não tenho capacidade, não tenho qualidade, 
Então, tenho que ter inveja de quem as têm; invejo o amor e a paz, a dor e o
Sofrimento, a vida e a morte, o arco-íris e as suas cores, as chapadas e os 
Morros, as montanhas e os picos, a neve, a natureza bela que não está 
Dentro de mm; vulcão em erupção, lava de vulcão, aqueçam esta alma fria, 
Desprovida de luz e que paira na escuridão da treva concreta no fundo da 
Minha retina; não quero ser falso, não quero ser fraco, não quero ser 
Mentiroso, quero existir de verdade e na verdade, sem decepcionar pelo 
Menos a humanidade, que não espera nada de mim; e sabem aquele ser 
Mais moderno do que eu, na moda, na atualidade e na realidade, o
Pithecanthropus Erectus, o Homo de Neanderthal, o Cro-Magnon e Sapiens, 
Invejo também; pois, ser mais antigo do que eu, atrasado, ultrapassado, 
Antiquado e fora de moda e de utilidade, do que eu, não existe, por isto 
Invejo até Luzia, a única mulher capaz de me seduzir; invejo os sarcófagos e 
As múmias, os fantasmas e os espíritos, eles existem, eu não, invejo as 
Moléculas e os átomos e todas as demais partículas, todas elas são mais 
Importantes do que eu, pelo menos já são causas de estudos e eu não; 
Nada faço e sei que nada farei, sou só um mar de dúvidas, um seio vazio de 
Força de vontade, um antro de insegurança, titubeio, vacilo; sinto horror, 
Sinto-me como se estivesse eternamente, numa corda bamba, até quando, 
Não sei, tento ainda pensar numa saída e entro em pânico, justamente, por 
Saber que não existe saída para a minha vida; é só frustração e decepção, 
Adversidade à toda hora, de dia e de noite e nunca superei nenhum defeito, 
Falha ou erro que me abominam; nunca superei a dor, a aflição e o sofrimento, 
Sempre foram o meu pão de cada dia, antes roía osso, mastigava nervos, 
Chupava pregos, dava murros em pontas de facas, chutava paralelepípedos, 
Lambia sabão; hoje, sou bêbado estúpido e cada vez mais bêbado, tão bêbado, 
Que qualquer atitude é só depois do copo cheio, encho a cara e aí, me transformo 
Em gente; depois de passado o efeito do álcool, do bêbado estúpido, passo só a 
Ser estúpido e a culpa de tudo que aconteceu de quem é? é só da minha estupidez 
Infinita; e a culpa de quem é? minha, só minha e de mais ninguém, estúpido. 

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