segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Estou a bordo do navio que fica para o lado de onde sopra o vento; BH, 040802000; Publicado: BH, 070102014.

Estou a bordo do navio que fica para o lado de onde sopra o vento
E sigo o vento a barlavento e de vento em popa, desfraldado, 
Vou à toda e de velas soltas, a aproveitar as
Férias do barnabé; do funcionário público, do barqueiro que
Governa o barco, a levar o barógrafo, o barômetro, registradores
Que marcam em gráficos as variações da pressão atmosférica,
Sentidas no aparelho barométrico, a nos dar informações
Adequadas, a quanto andam as toneladas de ar que
Nos envolve, e não nos esmaga; e nem nos dá o
O estato de baronato, de título, e de dignidade de barão, com
A sua baronesa; e a barra de qualquer porção chata, e
Alongada de metal, madeira, e a faixa que arremata ,
Ou adorna uma obra qualquer; a lista dos privilegiados,
Que sai todo ano em todas as revistas, da qual o meu nome
Não está presente, nem na orla, e nem na fímbria; e a
Entrada estreita do porto, na ginástica feita na
Peça roliça de metal suspensa sobre dois esteios,
Traço no traço um traço oblíquo, usado em diversos
Fins: separar versos de um poema transcrito continuamente,
Separar o número do edifício, do apartamento
Transformado pela crise em barraca, e pela chuva
Em abrigo desmotável de lona, ou outro
Material leve, tenda; e o guarda-sol de praia, e o que é
Constituído por balcão, e toldo que serve à exposição,
E venda de mercadora nas feiras; o barracão
Daqueles que dormem na obra, na grande construção
Rústica para guardar homens, materiais, e máquinas;
E a maioria a morar num barraco pendurado no morro, em
Habitação geralmente de madeira, que forma uma
Barragem, uma muralha, como a que impede o
Curso livre de um rio, ou contém as águas de um
Lago; a represa que impede o saneamento básico,
A chegada da educação, da saúde, cultura, e
Segurança; e vira apenas colégio, e curral eleitorais
De políticos aproveitadores, prometedores, e enganadores,
E o melhor que devemos dar a eles, no lugar dos
Votos, é um barranco, um flanco de morro, e
Sobretudo, quando talhado por sulcos de erosão,
Do morro abaixo, a transformá-los em feirantes,
Barraqueiros, que muito precisam trabalhar, para lograr
O pão de cada dia, conseguir o que desejam com
Muito sofrimento; para gozar uma coisa, tem que
Comer o pão que o diabo amassou, não pensa em
Tirar lucro de nada, não vive de enganar, e
Nem de iludir ardilosamente, burlar, intrujar,
Aproveitar-se igual age um político profissional,
Que só sabe barrar o povo, guarnecer com barra as
Casas públicas, revestir com barro a moral, e a ética,
Barrear a honestidade; impedir a passagem, e a
Entrada da verdade, da transparência nas transações,
A fazer barreira para as marautaias, trincheira
Para as negociatas, obstáculos para apuração dos
Fatos comprometedores, a falta de postos fiscais
Nos limites de municípios e estados; faz da política
Um barreiro, um terreno, um barraçal de
Vergonha, é assim que age a maioria dos
Políticos brasileiros, ainda mais nos tempos de hoje;
Todo mundo tem que se arrumar, e para limpar a
Sujeira deixada, só se for com a barrela, a solução
Para alvejar roupa suja; e os culpados somos nós,
O povo, que votamos nos políticos que defendem a
Política errada, que colocam os interesses dos USA
À frente dos nossos interesses; os culpados somos nós, o
Povo, que só pensamos em carnaval, em samba,
E em cerveja, e esquecemos o salário mínimo,
Esquecemos nossas derrotas sociais, e as vitórias
Deles nas nossas costas, são as nossas derrotas;
Precisamos inverter a situação urgentemente, é a vez do
Político ficar na barrica, no recipiente bojudo para líquidos
Constituído por aduelas presas por aros de metal;
É a vez de nós os afogarmos na pipa cheia,
No tonel abarrotado, no barril transbordado com
Todas as falcatruas que já fizeram, com seus 
Móveis, tábuas, barretes, espécie de chapéu sem aba, e 
Alto; é hora de acabar com a barrigada,e eles
Encontrarão uma maneira de vomitar as vísceras,
A matar a gravidez da ninhada de herdeiros.

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