segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Tirar a ferrugem do meu osso; BH, 090602001; Publicado: BH, 030102014.

Tirar a ferrugem do meu osso,
Desoxigenar meus elementos e tirar o 
Óxido do ferro e desoxidar os átomos;
Nem ao beber um desoxidante, nem
Com algo que desoxida o fluido da
Coluna cervical, é latente; a oxidação
E a desoxidação da medula são piores
Do que desovar presuntos, para grupos 
De extermínio; é melhor parir e pôr
Ovos, especialmente igual aos peixes;
É pior do que depor em grande quantidade,
A verdade e a mentira; prefiro a desova,
O desovamento, a tentar endireitar a 
Curvatura das costas, o fundamento 
Do esterno; prefiro tirar os ossos, desossar
O corpo, ser um esqueleto desossado, uma 
Caveira sem ossos, já que tiraram todos,
Para desorientar, desviar a cartilagem, mudar
Os meniscos; desorientar o desorientador, 
Que perturba e desorienta ainda mais, o 
Desorientado que perdeu a direção; e está
Confuso, sem rumo, perturbado e na chuva, é 
A insensatez, é a desorientação; é da 
Desorganização mental, da falta de organização
Espiritual, é o total desorganizar da cabeça; e
Do cérebro que só sabe desordenar; e tirar a
Ordem dos neurônios e desarranjar os organismos
E é triste ser desorganizado desde das entranhas,
Desarranjado desde os intestinos e ser desordenado
Em tudo; nos poros, tumulto de suores, nos olhos,
Confusão de lágrimas, na vida, só desarranjo; e o 
Destino, desordem pelos caminhos, estradas de 
Desordeiros; fantasmas que promovem desordens;
É aquele ali que gosta de arruaça, com ele a briga
É fácil, não tem desoras, nem cedo, e nem tarde,
É fantasma que nunca é fora de horas.

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